Certamente! Aqui está a reescrita da matéria sem plágio:
Os viajantes podem facilmente perceber que os tempos áureos da aviação comercial já são história. A intensificação das mudanças climáticas resulta em mais turbulências, o serviço de refeições foi drasticamente reduzido a porções diminutas e as companhias aéreas continuam a reduzir o espaço entre assentos. Além disso, a roupa de viagem, como pijamas, tem sido um assunto delicado para o secretário de Transportes, Sean Duffy.
Entretanto, não todos os passageiros compartilham do mesmo descontentamento em relação às dores comuns de se voar. Existem aqueles que aguardam ansiosamente por turbulências que mais parecem uma atração de parque temático, apreciam os pequenos recipientes de lasanha e não se importam com cada centímetro do assento do meio.
Surpreendentemente, esses viajantes otimistas podem nos ensinar a lidar com as pequenas contrariedades das viagens aéreas de uma nova maneira.
“Todos nós perdemos um pouco da dignidade ao entrar em um avião — e há um certo humor nisso”, comenta Vicki Denig, uma escritora de vinho e viagens radicada entre Paris e Nova York.
### Turbulência: os buscadores de emoção
Um aviso do piloto sobre “algumas agitações pela frente” pode causar desconforto a muitos, e expectativa a um grupo pequeno. Conversei com um piloto comercial para entender o que faz algumas pessoas se sentirem animadas nessas situações.
“Para alguns, um pouco de turbulência leve é até relaxante — assistindo-as, conseguem até cochilar”, afirma Patrick Smith, que tem experiência em aviação.
Com certeza, tal afirmação reflete sua perspectiva profissional. Mas há passageiros que realmente apreciam a sensação de turbulência.
“É como uma montanha-russa”, explica Harshit Baranwal, um tecnologista que frequentemente compartilha sobre aviação em suas redes sociais. Ele vive em Mumbai, onde as decolagens e pousos tendem a ser mais emocionantes.
As turbulências normais durante um voo divergem enormemente das chamativas e potencialmente perigosas que aumentaram com o aquecimento global. Estas últimas, certamente, não têm admiradores.
Matthew E. Cappucci, meteorologista e jornalista, compara a turbulência ao movimento de um barco nas ondas, descrevendo a atmosfera como um fluido.
“Para mim, a turbulência é uma demonstração fascinante da física”, diz Cappucci, que, apesar de seu entusiasmo, reconhece que é uma exceção. Em uma experiência passada, durante um voo tumultuado, ele tentou acalmar sua mãe com explicações científicas, mas acabou sendo pedido para se calar.
### Assento do meio: os zen do avião
Enquanto as pessoas competem por espaço nos apoios de braço, é difícil imaginar alguém entusiasmado por estar em um assento do meio, mas esses “fãs” definitivamente existem.
“Chocante, mas preciso dizer: o assento do meio é o melhor do avião”, afirma Joshua Whitt em um vídeo no TikTok. “É como um abraço aéreo que você não merecia, mas recebeu.”
Outros veem essa experiência como uma prática quase meditativa, que demonstra controle sobre a vida. James Cashen, um publicitário que viaja com frequência entre Nova York e Utah, se considera “econômico”, muitas vezes se encontrando no assento do meio, e ele não se incomoda.
“Quem está no meio tem um poder peculiar de unir os passageiros”, comenta. “A ninguém importa o que pensa, quem está ao lado pode definir o tom da viagem.”
### Comida de avião: os otimistas em porções
Quando se observa as redes sociais, onde as reclamações sobre frango sem sabor e pulverulentas refeições são comuns, pode-se entender por que muitos não consideram as refeições a bordo como um privilégio. Anthony Wright, que trabalha com a elaboração de 233 milhões de refeições aéreas por ano, diz que o paladar se altera a alta altitude.
“Os sabores se tornam mais suaves no ar, então vemo-nos utilizando especiarias de diversas culturas”, afirma.
Contudo, alguns passageiros possuem uma visão diferente, como Linda Christina Karam, uma executiva de marketing que viaja frequentemente entre o Líbano e os Emirados Árabes. Para ela, a previsibilidade das refeições é um conforto.
“Há algo de especial na comida de avião — só a come quando está voando”, opina, e critica quem leva alimentos próprios para o voo.
“Sinto que isso acaba com a experiência de voar.”, recomenda que as pessoas devem se permitir arriscar em suas escolhas alimentares a bordo, aplicando essa ideia em várias áreas da vida.

