O diretor financeiro da Wizz Air, Ian Malin, compartilhou novas informações sobre o pedido da companhia aérea feito ao Departamento de Transportes dos EUA para obter autorização para operar voos entre o Reino Unido e diversas cidades americanas. Durante a teleconferência referente aos resultados do terceiro trimestre de 2026, Malin destacou que, atualmente, não existem planos para que a Wizz Air inicie voos regulares do outro lado do Atlântico.
Esse pedido está vinculado à Copa do Mundo FIFA de 2026, que será realizada nos EUA entre 11 de junho e 19 de julho. Malin reconheceu, no entanto, que a companhia está analisando a possibilidade de oferecer voos charter ligados ao evento, que deve atrair um grande número de torcedores.
Ele enfatizou que a Wizz Air possui uma vantagem competitiva para atender rapidamente a esses picos de demanda, graças ao modelo operacional flexível proporcionado pelo A321XLR. “A pré-venda dos voos garante receita antecipada, e a definição de preços assegura lucros”, comentou Malin, sublinhando que essa é uma demonstração do espírito oportunista da companhia em diversificar suas fontes de receita, embora não se esperem mudanças significativas nas finanças devido a isso.
Malin ainda mencionou que o pedido feito ao DOT na verdade é uma precaução, afirmando que houve um exagero na interpretação do mesmo. O CEO da Wizz Air, Joszef Váradi, também abordou o processo durante a teleconferência e destacou a importância de ter todas as autorizações necessárias, especialmente em relação a uma recente viagem oficial do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, realizada por uma aeronave da Wizz Air UK.
Váradi explicou que a Wizz Air UK é a subsidiária mais adequada do grupo para esse tipo de operação, pois é reconhecida pela FAA para regulamentação. Ele observou que, ao contrário das outras subsidiárias da Wizz Air, que são supervisionadas pela EASA, essa agência não é reconhecida pelos EUA como uma autoridade regulatória.
Além disso, ele mencionou que os Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028 também podem trazer oportunidades de voos charter, embora tenha reiterado que essas operações não terão um impacto significativo nas finanças da companhia.

