O ministério da aviação civil de Bangladesh anunciou a nomeação de Humaira Sultana como nova diretora da Biman Bangladesh Airlines, em virtude da prisão e consequente destituição do ex-CEO da companhia.
Na comunicação oficial divulgada em 3 de fevereiro de 2026, foi informado que Shafiqur Rahman, o então CEO, foi detido sob acusações criminais, o que resultou na revogação de sua posição. Segundo o ministério, a prisão de Rahman está relacionada a alegações de violação das leis de prevenção à repressão, em um caso aberto em Dhaka.
De acordo com a imprensa local, Rahman foi preso em 2 de fevereiro em sua residência em Uttara, Dhaka, em um processo decorrente da Lei de Prevenção da Repressão Infantil. As autoridades reportaram que o assunto envolve denúncias de abusos físicos a uma criança trabalhadora doméstica em sua casa. Ele foi levado pela polícia de Uttara West e apresentado a um tribunal, que determinou sua detenção enquanto a investigação prossegue.
Considerando a gravidade da situação, o ministério decidiu atribuir a Sultana responsabilidades adicionais para liderar a companhia, enfatizando a importância de uma gestão eficaz na transportadora estatal. Com essa nomeação, Sultana torna-se a primeira mulher a assumir a liderança da Biman desde a sua fundação em 1972.
Esta mudança de liderança surge em um momento crítico, já que a Biman enfrenta desafios financeiros e operacionais persistentes, como a concorrência de outras transportadoras da região e do Oriente Médio, além de dificuldades de rentabilidade.
Embora o ministério não tenha descrito as funções anteriores de Sultana dentro da Biman, sua promoção a coloca em uma posição chave para estabilizar as operações e restaurar a confiança na gestão da companhia. A Biman utiliza uma frota diversificada que inclui Boeing 737, 787 Dreamliners e aviões turboélice, com rotas nacionais e internacionais que abrangem a Ásia, Oriente Médio e Europa.
A prisão de um executivo de uma companhia aérea é um evento incomum e sério, agravando ainda mais os desafios enfrentados pela Biman em sua busca por melhorias na performance e credibilidade. O ministério agiu rapidamente para implementar uma nova liderança em vez de deixar a empresa em um estado prolongado de incerteza.
A Biman enfrenta há anos dificuldades em alcançar uma rentabilidade estável, dependendo em várias ocasiões do apoio governamental enquanto busca modernizar sua frota e expandir serviços internacionais. A instabilidade na gestão da companhia tem sido uma preocupação contínua, com constantes mudanças na liderança dificultando o planejamento a longo prazo e iniciativas de reforma.
A contratação de Sultana será observada de perto, tanto a nível nacional quanto por parceiros internacionais, especialmente enquanto a companhia busca fortalecer sua disciplina operacional e reconstruir a confiança junto a reguladores, fornecedores e passageiros. Como a primeira mulher a dirigir a companhia aérea nacional, sua nomeação representa um marco significativo para o setor de aviação em Bangladesh, mesmo enfrentando circunstâncias desafiadoras.
O ministério não especificou se a nomeação de Sultana é temporária ou permanente e não delineou um plano de reestruturação mais amplo para a companhia. Neste momento, a prioridade parece ser assegurar a continuidade na liderança da Biman enquanto o caso legal envolvendo o ex-CEO é resolvido.

