A TAAG – Linhas Aéreas de Angola anunciou a adoção de uma série de medidas temporárias com o objetivo de controlar e reduzir custos e, assim, promover a sustentabilidade financeira da empresa.
A comunicação foi feita pela companhia aérea angolana nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, por meio de um comunicado distribuído em Luanda.
Essas ações são parte do programa de transformação e reestruturação conhecido como ‘PALANCA’, que demanda a implementação imediata de estratégias para controlar e diminuir gastos. O foco é assegurar uma gestão responsável dos recursos e garantir a saúde financeira da companhia.
Entre as ações anunciadas estão a suspensão provisória de novas contratações e promoções, um controle rigoroso sobre despesas e viagens de trabalho, além de restrições temporárias em incentivos aos clientes e na aquisição de bens e serviços. Importante destacar que essas medidas não comprometem a segurança operacional, a manutenção das aeronaves ou a disponibilidade da tripulação, que continuam a ser prioritárias.
De acordo com o comunicado, “a adoção dessas medidas é fundamental para proteger os resultados financeiros da TAAG, aumentar a eficiência operacional e preparar a empresa para uma recuperação sustentável a médio e longo prazo, garantindo a continuidade e confiabilidade dos serviços prestados a passageiros e parceiros”.
Clovis Lara Rosa, presidente do Conselho de Administração da companhia, enfatizou que “as medidas provisórias são essenciais para fortalecer a estabilidade financeira da TAAG, assegurar a proteção de nossos colaboradores e garantir que a empresa permaneça sólida e eficiente, preparada para um futuro sustentável. Cada uma das decisões visa garantir responsabilidade, disciplina e continuidade operacional”.
A TAAG encerra o comunicado reafirmando seu compromisso com a transformação e a solidez financeira, assegurando que cada decisão tomada contribui para um futuro seguro e promissor para a companhia e seus colaboradores.
Além disso, notícias da agência portuguesa ‘Lusa’ indicam que a TAAG registrou um prejuízo significativo de 134,2 bilhões de kwanzas em 2024 (aproximadamente 134,4 milhões de euros), o que representa um aumento das perdas em relação ao ano anterior. O relatório também revelou que a empresa apresenta capitais próprios negativos de 31,5 bilhões de kwanzas (31,5 milhões de euros), o que reforça a necessidade de apoio do Estado angolano para manter suas operações, tendo recebido títulos do tesouro no valor de 84,5 bilhões de kwanzas (84,6 milhões de euros) para auxiliar no processo de recapitalização.

