A Administração Federal de Aviação (FAA) lançou uma diretriz de aeronavegabilidade (AD) após a identificação de falhas elétricas em jatos Boeing 737 Max, que, segundo relatos, provocaram problemas no sistema de climatização, resultando em temperaturas na cabine que podem ser perigosas.
Esta diretriz abrange os modelos Boeing 737-8, 737-9 e 737-8-200. A FAA recebeu notificações sobre incidentes aéreos em que as temperaturas na cabine e na área de pilotagem estavam excessivamente altas, sendo incontroláveis mesmo com os protocolos normais. De acordo com a Reuters, a diretriz foi aplicada a todos os aviões 737 Max 8 e 8-200, afetando 2.119 aeronaves globalmente, sendo 771 registradas nos Estados Unidos.
A FAA identificou que a situação de risco está ligada a um disjuntor BAT BUS SECT 2 que pode desarmar, comprometendo o sistema de controle ambiental. Segundo o aviso publicado, essa falha pode resultar em temperaturas excessivas e incontroláveis na cabine, colocando em risco a integridade da tripulação e dos passageiros, o que compromete um voo seguro.
Os operadores são instruídos a revisar o manual de voo no prazo de 30 dias, incluindo novos procedimentos de emergência que guiem as tripulações sobre como agir caso o disjuntor se desarme. A publicação da FAA descreve passos que incluem descidas controladas e uma tentativa de reinicialização do disjuntor, além de ações alternativas, como o desligamento do sangramento do motor, caso a reinicialização não seja bem-sucedida.
A Boeing manifestou seu apoio à diretriz, ressaltando que as orientações estão alinhadas com recomendações emitidas pela empresa em janeiro. A fabricante atribui a causa da falha a um problema no fio terra do sistema de ar condicionado.
Recentemente, a FAA mencionou dois casos durante voos que resultaram em aumentos significativos de temperatura. A Southwest Airlines, envolvida em um desses incidentes, afirmou ter mantido uma comunicação constante com a FAA e a Boeing, além de ter orientado suas tripulações sobre como reagir a essa falha elétrica.
Em sua publicação, a FAA classificou a diretriz como uma ação temporária e destacou que os riscos exigiam uma resposta imediata. A Boeing declarou à Reuters que aguarda uma solução permanente para os modelos 737 Max 7 e Max 10 antes da certificação, sem prever que o problema impacte os prazos de certificação.

