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Hoje, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) divulgou uma recomendação, alertando que a situação atual na Venezuela representa um risco considerável para a aviação comercial. A EASA declarou que, devido aos ataques dos EUA e ao clima elevado de tensões, é provável que o país mantenha um estado de alerta elevado em sua força aérea e nas unidades de defesa.
Como informou a agência France Presse (AFP), a EASA vinculou esse alerta à “possibilidade de ações militares adicionais”, em decorrência da recente ofensiva americana que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.
Nesse cenário, a EASA destacou que o “risco de erro de cálculo ou identificação equivocada é considerado alto”, recomendando, assim, que as companhias aéreas europeias evitem sobrevoar o espaço aéreo venezuelano até que uma nova avaliação seja feita.
Na mesma linha, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) impôs uma proibição às companhias aéreas registradas no país, impedindo-as de operar no espaço aéreo das Caraíbas, citando os riscos associados à atividade militar em andamento.
Ainda segundo informações da agência Associated Press (AP), a operação militar dos EUA está afetando significativamente o tráfego aéreo na região, especialmente em um período de intensa movimentação turística. Dados do FlightRadar24 mostram que, atualmente, nenhum voo comercial está sobrevoando a Venezuela, e várias companhias já cancelaram centenas de voos no Caribe Oriental, incluindo destinos como Porto Rico e Aruba.
Os EUA lançaram hoje um “ataque em grande escala contra a Venezuela”, com a intenção de capturar Nicolás Maduro e sua esposa, e anunciaram que governarão o país até que uma transição de poder seja concluída. Essa informação foi divulgada pelo presidente Donald Trump, que também mencionou a possibilidade de uma segunda ofensiva, caso seja considerado necessário.
Em resposta, o governo venezuelano classificou a ofensiva americana como uma “grave agressão militar” e declarou estado de exceção. As reações internacionais têm sido mistas, com algumas nações condenando a intervenção dos EUA e outras manifestando apoio à derrubada de Maduro.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou sua “profunda preocupação” em relação ao aumento das tensões na Venezuela, alertando que a ação militar poderia ter “implicações preocupantes” para toda a região.

