O Aumento da Poluição Espacial e Seus Efeitos na Aviação Comercial
Especialistas expressam preocupações sobre o crescente risco de detritos espaciais colidirem com aeronaves comerciais, ressaltando a urgência de implementar medidas preventivas adequadas.
Os perigos relacionados a fragmentos de objetos espaciais impactando aviões estão aumentando, segundo profissionais da segurança do setor aéreo. Com a intensificação das atividades no espaço, o número de detritos, como restos de satélites e estágios de foguetes, está crescendo, o que gera apreensão em relação à segurança da aviação comercial.
Crescimento do Problema
Atualmente, objetos provenientes do espaço entram na atmosfera da Terra, em média, uma vez por semana. Embora muitos desses itens se destruam ao reentrar, há casos em que alguns fragmentos conseguem sobreviver e, caso atinjam uma aeronave, podem causar danos significativos. Embora a probabilidade de um acidente desse tipo seja relativamente baixa, as previsões indicam um aumento, com a possibilidade de que até 2030 a chance de uma colisão com detritos espaciais em voos comerciais suba para 1 em 1.000.
Impactos e Necessidade de Respostas
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O que está em risco: O crescimento no número de voos aumenta a seriedade da situação, já que centenas de aeronaves estão no ar ao mesmo tempo. Mesmo um pequeno fragmento pode resultar em um desastre, especialmente se atingir áreas vulneráveis, como os motores das aeronaves.
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Incidentes recentes: Em novembro de 2022, o núcleo de um foguete Long March 5B da China retornou de maneira descontrolada, forçando a suspensão de atividades em regiões aéreas e evidenciando a necessidade de uma resposta mais eficaz.
Medidas a Serem Implementadas
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Aprimoramento nas previsões: As agências espaciais devem melhorar as ferramentas de previsão para quedas de detritos e informar as autoridades da aviação sobre esses eventos, identificando a localização e a dimensão dos fragmentos que podem sobreviver à reentrada.
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Coordenação entre agências: É crucial estabelecer protocolos claros entre as agências de espaço e as de controle de tráfego aéreo para assegurar uma comunicação eficiente e decisões coordenadas sobre o fechamento de espaços aéreos.
Perspectivas Futuras
No cenário futuro, as estratégias para reduzir os riscos provenientes de detritos espaciais devem incluir diretrizes mais precisas para o fechamento de áreas aéreas e o desenvolvimento de tecnologias que melhorem as previsões sobre a recontagem de fragmentos. Um projeto chamado DRACO, previsto para ser lançado em 2027, busca coletar dados sobre a desintegração de satélites durante a reentrada na atmosfera, oferecendo informações importantes para aumentar a segurança.
Enquanto isso, especialistas afirmam que, embora existam riscos de colisão, eles são muito menores em comparação com outros perigos cotidianos. A atenção deve se concentrar em maneiras eficazes de reduzir a quantidade de detritos e aumentar a segurança nos voos comerciais.
“A chance de ser atingido por detritos espaciais é extremamente baixa, muito menor do que muitos riscos que enfrentamos em nossas vidas diárias”, comenta Benjamin Virgili Bastida, engenheiro de sistemas de detritos espaciais da ESA. “Estamos comprometidos em melhorar ainda mais essa situação.”

