A Qatar Airways anunciou que está iniciando uma programação restrita de voos de e para Doha, um passo cauteloso em meio ao fechamento do espaço aéreo do Catar devido ao conflito no Irã. Segundo a companhia, essa nova configuração foi autorizada pela Autoridade de Aviação Civil do Catar e não representa uma retomada completa do serviço normal.
Essa atualização representa uma mudança significativa em relação à abordagem anterior da empresa, que se baseava em voos de socorro a partir de nações vizinhas, como Omã e Arábia Saudita, para auxiliar passageiros que estavam presos. Anteriormente, a Qatar Airways havia organizado voos de repatriação a partir de Mascate e Riade, enquanto as operações em Doha estavam suspensas. Agora, o novo esquema permite algum tráfego pelo Aeroporto Internacional de Hamad, embora com restrições rigorosas.
Conforme o cronograma mais recente, em 9 de março, a Qatar Airways informou que os voos programados partindo de Doha incluiriam destinos como Seul, Moscou, Londres, Delhi, Madri, Islamabad, Pequim, Perth, Nairóbi e Istambul. Além disso, a companhia anunciou que a partir de 10 de março, novos serviços ligando Doha a Cairo, Jeddah, Manila, Kochi, Mascate, Mumbai, Frankfurt, Colombo e Milão estariam disponíveis, além de várias rotas repetidas do dia anterior. Os voos de retorno para Doha estão previstos para 10 e 11 de março.
A Qatar Airways enfatizou que suas operações regulares seguem suspensas temporariamente e orientou os passageiros a não se deslocarem até o aeroporto a menos que tenham passagens confirmadas. A normalização das operações só acontecerá após o encerramento completo do fechamento do espaço aéreo pelo governo.
Essa programação limitada destaca a relevância de Doha como um hub global, ao mesmo tempo que evidencia os desafios enfrentados pelas companhias aéreas, à medida que o conflito regional continua a impactar a aviação no Golfo. A Qatar Airways começou a facilitar repatriações limitadas para diversas cidades europeias após receber autorização parcial para operar esses voos, mesmo enquanto o tráfego aéreo em Doha, Dubai e Abu Dhabi permanece seriamente afetado.

