A Air New Zealand declarou que cancelará aproximadamente 1.100 voos até maio de 2026, o que afetará cerca de 44.000 passageiros. Essa decisão foi tomada em decorrência da crise global de combustíveis gerada pelo conflito no Oriente Médio. A companhia está lidando com desafios significativos, incluindo o aumento dos preços dos combustíveis de aviação e interrupções nas cadeias de abastecimento mundial.
Nikhil Ravishankar, CEO da Air New Zealand, comentou em uma entrevista ao programa de notícias Morning Report que a acessibilidade dos voos se tornou um desafio real. Ele enfatizou que, mesmo em tempos tão difíceis, há limites à pressão que a empresa pode colocar sobre seus clientes.
Os cancelamentos – que representam cerca de 5% dos serviços regulares da companhia – afetarão tanto rotas domésticas quanto internacionais. No entanto, Ravishankar destacou que os voos entre a Nova Zelândia e os Estados Unidos permanecerão inalterados, devido ao aumento da demanda por rotas alternativas para a Europa.
Os passageiros que tiverem seus voos cancelados serão remanejados para horários alternativos, com a maioria sendo acomodada no mesmo dia. Apesar de ainda não terem sido divulgados os voos específicos que serão cancelados, Ravishankar afirmou que os cortes ocorrerão de maneira proporcional, priorizando horários menos movimentados.
O compromisso da empresa em manter a conectividade regional é uma prioridade, conforme indicado por Ravishankar, que reafirma o foco da companhia em atender seu mercado doméstico.
Recentemente, a Agência Internacional de Energia decidiu liberar 400 milhões de barris de petróleo, o maior movimento desse tipo em sua história, com o objetivo de estabilizar os preços, que dispararam devido a crises de fornecimento ligadas ao conflito entre os Estados Unidos e Israel e o Irã. Apesar dessas medidas, a Air New Zealand ainda enfrenta pressões financeiras significativas, com os custos do combustível de aviação em patamares elevados.

