A EcoJet Airlines, uma nova companhia aérea escocesa, anunciou sua liquidação voluntária após não conseguir captar os investimentos necessários para continuar seus planos de voos com propulsão elétrica.
Criada em 2023, a EcoJet tinha a ambição de se tornar a primeira companhia aérea totalmente elétrica do mundo. Apesar de ter várias ideias para serviços futuros, a empresa nunca conseguiu iniciar suas operações comerciais.
Documentos recentes revelados ao Tribunal do Xerife de Edimburgo indicam que a diretoria tomou a decisão de encerrar as atividades após não conseguir levantar cerca de US$ 26,8 milhões em capital.
A proposta da EcoJet envolvia a modificação de aeronaves já existentes, ao invés de desenvolver novos modelos. A companhia planejava adaptar fuselagens convencionais com sistemas de propulsão a hidrogênio, buscando oferecer um desempenho semelhante aos motores tradicionais, mas sem liberar dióxido de carbono.
Conforme os planos iniciais, a primeira rota proposta seria entre Edimburgo e Southampton, com a intenção de expandir para outras partes do Reino Unido e, futuramente, para destinos na Europa, à medida que a tecnologia avançasse.
Entretanto, diversos desafios atrasaram o início das operações, incluindo questões técnicas no desenvolvimento dos sistemas de propulsão, requisitos de certificação e a necessidade de recursos financeiros para colocar o projeto em prática.
A empresa havia afirmado que a modernização das aeronaves poderia contribuir consideravelmente para a redução das emissões na aviação e acelerar a adoção de tecnologias de baixo carbono. O sistema de propulsão projetado geraria vapor d’água como principal subproduto, em vez de dióxido de carbono.
Apesar de suas promessas, a EcoJet permaneceu uma start-up com recursos limitados. Os investidores decidiram agora arcar com os custos do processo de liquidação para assegurar que os funcionários recebam as remunerações devidas.
O fechamento da companhia marca o fim de um projeto que durou menos de três anos e que, até o momento, nunca transportou passageiros, mesmo com planos de iniciar voos domésticos em 2024.

