A Embraer está projetando um aumento nas entregas de aviões comerciais, com a meta de superar a marca de 100 unidades anuais. Essa expectativa é alimentada pela recuperação da demanda por jatos regionais, como destacou Arjan Meijer, o CEO da divisão de aviação comercial da empresa.
Em uma conversa com a Reuters, Meijer revelou que a Embraer tem a intenção de retomar os níveis de entrega anteriores à pandemia nos próximos dois anos. Para alcançar esse objetivo, será necessário um crescimento de cerca de 30% em relação a 2025, ano em que a companhia entregou 78 aeronaves.
Esse otimismo é respaldado por um aumento significativo nas encomendas da série E2. Em 2025, a Embraer recebeu 131 pedidos líquidos dos modelos E190-E2 e E195-E2, superando as vendas do Airbus A220 em uma relação aproximada de três para um.
As vendas têm sido impulsionadas pela retomada das companhias aéreas em seus planos de renovação de frota, que haviam sido adiados devido à pandemia, especialmente no setor regional.
“O objetivo inicial é alcançar 100 entregas, mas com a demanda atual e os resultados de vendas, é provável que tenhamos que ir além disso”, comentou Meijer.
A ampliação da produção está associada à melhoria na cadeia de suprimentos. A Embraer espera que a situação se stabilize ao longo de 2026, após enfrentar limitações na fabricação causadas por problemas com motores e estruturas.
De acordo com a empresa, o número de aeronaves E2 em espera devido a atrasos na manutenção de motores caiu para um dígito e deverá zerar até o final deste ano.
Embora o cenário do mercado seja mais favorável, a Embraer não tem planos de acelerar o lançamento de um novo modelo que poderia competir com o Boeing 737 e o Airbus A320. A prioridade, segundo a gestão, é continuar focada na execução dos pedidos atuais e apoiar o aumento das taxas de produção enquanto avalia tecnologias para futuras gerações de jatos.

