Os Estados Unidos deram sinal verde para que a American Airlines inicie voos para a Venezuela, utilizando sua subsidiária regional, a Envoy Air.
No dia 4 de março de 2026, o Departamento de Transportes (DOT) aprovou um pedido da companhia, apresentado em 13 de fevereiro do mesmo ano, solicitando autorização para operar no país sul-americano.
As ligações aéreas entre os EUA e a Venezuela estavam suspensas desde 15 de maio de 2019, durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump, com base em questões de segurança pública.
Na ocasião, o Departamento de Segurança Interna dos EUA apontou que as condições na Venezuela representavam riscos à segurança de passageiros, aeronaves e tripulação.
A American Airlines foi pioneira ao anunciar sua intenção de voltar a operar voos comerciais para a Venezuela, após a flexibilização das normas de espaço aéreo, que ocorreu após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar em janeiro de 2026.
“Com mais de 30 anos de história conectando venezuelanos aos EUA, estamos prontos para restabelecer esse importante laço. Ao retomar as operações na Venezuela, a American Airlines proporcionará aos clientes a chance de reunir famílias e fomentar negócios entre os dois países”, afirmou Nat Pieper, CCO da American, em 29 de janeiro de 2026.
Com validade por dois anos, a companhia agora pode operar voos da Envoy entre Miami e as cidades venezuelanas de Caracas e Maracaibo.
Ainda assim, o governo dos EUA mantém um alerta aos cidadãos que pretendem viajar à Venezuela, recomendando que evitem a visita, classificando a situação como “Nível 4 – Não Viajar”.

