A Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) de Portugal aconselhou os viajantes afetados pelo conflito militar no Oriente Médio a confirmarem seus voos antes de partir. O órgão destacou que, caso o voo não seja cancelado, o reembolso vai depender das condições da tarifa adquirida.
Em uma atualização divulgada em seu site na quinta-feira, 5 de março, a ANAC orientou os passageiros a verificarem os sites das companhias aéreas com as quais possuem reservas, para obter informações atualizadas sobre os voos agendados.
Além disso, o regulador enfatizou que, se o voo não for cancelado e o passageiro optar por não embarcar, o reembolso estará sujeito às regras da tarifa comprada.
A ANAC também aconselhou os viajantes a consultarem o site do Ministério das Relações Exteriores, que oferece orientações úteis.
A instabilidade no Oriente Médio tem causado interrupções na aviação na região, resultando no fechamento temporário de alguns aeroportos, imposição de limitações a voos e mudanças nas rotas de voos por questões de segurança, em decorrência do risco de ataques ou interceptações militares.
Nos Emirados Árabes Unidos, por exemplo, as autoridades decidiram aplicar restrições temporárias nos voos devido à insegurança no espaço aéreo regional, que se tornou instável e potencialmente perigoso para a aviação civil.
O Aeroporto Internacional do Dubai, um dos mais movimentados do mundo e principal hub do Oriente Médio, continua a operar, embora com horários limitados, priorizando voos essenciais e de repatriamento.
Recentemente, em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque militar contra o Irã que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. A liderança do país agora está sob a responsabilidade do Conselho de Liderança Iraniano.
Em retaliação, o Irã fechou o estreito de Ormuz e lançou ataques dirigidos a alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas na região, incluindo países como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.
Desde o começo do conflito, mais de mil mortes foram registradas, a maioria entre iranianos.

