O A318, carinhosamente conhecido como ‘Baby Bus’, é considerado o maior fracasso da Airbus e está se aproximando do fim de sua trajetória nas operações comerciais. Atualmente, apenas 21 unidades permanecem ativas, sendo que quatro delas pertencem à Air France, a única companhia que ainda utiliza este modelo.
Recentemente, a Air France vendeu um A318 que havia sido desativado em novembro, enquanto integra à sua frota um modelo mais eficiente, o A220.
Desde o término das operações da Tarô em outubro de 2024, a Air France se consolidou como a única operadora do menor membro da família Airbus. Com apenas 80 unidades fabricadas ao redor do mundo, o A318 não conseguiu atingir os níveis de produção de seus irmãos, o A319 e o A320, sendo frequentemente empregado em funções específicas que não envolvem companhias aéreas tradicionais.
A Airbus introduziu o A318 no início dos anos 2000, visando preencher uma lacuna entre jatos regionais maiores e aeronaves de corredor único. Apesar de compartilhar a cabine e alguns sistemas com os outros membros da família A320, o A318 enfrentou dificuldades econômicas: sua estrutura e complexidade eram similares às versões maiores, mas oferecia uma capacidade reduzida e apenas economias limitadas em consumo de combustível.
Com as companhias aéreas preferindo aeronaves maiores ou aquelas projetadas para transportar entre 100 e 130 passageiros, a demanda pelo A318 permaneceu restrita.
Além da Air France, a aeronave é utilizada majoritariamente em funções não comerciais. Entre as 17 unidades ativas fora do serviço aéreo, a maior parte encontra-se na configuração corporativa, conhecida como A318 Elite, e atende governos, proprietários privados e empresas de aviação executiva.
O banco de dados Planespotters, por exemplo, lista operadores de A318 Elite que incluem o Voo Real Saudita, o governo turco e diversas empresas de aviação executiva na Europa e na Ásia.
Embora seja uma aeronave rara, o A318 teve uma presença notável no Brasil através da OceanAir (Avianca Brasil), que chegou a operar 15 dessas unidades, com capacidade para 120 passageiros. O A318 foi utilizado em rotas como a Ponte Aérea Rio-São Paulo, mas após a falência da companhia, os últimos jatos foram desativados em 2019.

