Em 2000, o renomado arquiteto Oscar Niemeyer, que confessava sua aversão a voos, comentou sobre um acidente com um avião da mesma linha. Ele recordou suas experiências no Concorde, descrevendo-o como uma obra-prima aeronáutica, comparando sua beleza à de um pássaro. Niemeyer se mostrou surpreso com o ocorrido, expressando sua incredulidade em uma entrevista à Folha de S.Paulo. Confira as impressões de outras figuras sobre o Concorde:
Segundo o empresário Chiquinho Scarpa, o Concorde atendia bem os passageiros que faziam viagens rápidas a trabalho. No entanto, quem viajava por períodos mais longos em Paris frequentemente se via obrigados a despachar suas malas em outros voos, chegando ao destino antes de suas bagagens.
A escritora Zélia Gattai, que costumava viajar com seu esposo, Jorge Amado, lamentou o fim das operações do avião. Ela recordou que, embora não fosse o meio mais confortável, as viagens eram repletas de emoção, especialmente ao decolar com um ângulo quase vertical, acompanhando cada momento da aceleração até quebrar a barreira do som através de um visor eletrônico.
O herdeiro Jorginho Guinle destacou que, apesar do amplo espaço oferecido na primeira classe de outras aeronaves, no Concorde não havia possibilidade de relaxar a ponto de criar um romance, dada a agitação da viagem.
O estilista e apresentador Clodovil Hernandes ressaltou a praticidade do voo, que partia de Paris ao meio-dia e chegava em Nova York no café da manhã. Ele também mencionou o charme do público, predominantemente de primeira classe, que contava com muitas personalidades conhecidas.
Por fim, a fazendeira Ilde de Lacerda Soares observou a potência do Concorde. Ela notou a clara sensação de aceleração durante a decolagem e como a velocidade supersônica quase não era percebida, exceto pelos instrumentos a bordo.

