O grupo aeroespacial e de defesa liderado pelo bilionário indiano Gautam Adani e a fabricante brasileira Embraer devem revelar na próxima semana uma colaboração para a montagem de aviões comerciais na Índia. Essa iniciativa marca um passo significativo para a aviação civil no país, que tem se esforçado por anos para incentivar a produção local de jatos, conforme divulgado pela agência Reuters.
Fontes com conhecimento sobre o assunto confirmaram que a Adani Aerospace e a Embraer firmaram um memorando de entendimento para criar uma linha de montagem final de jatos regionais na Índia. Essa decisão é considerada uma conquista importante para o governo indiano, que tem promovido esforços para que fabricantes internacionais estabeleçam operações de produção no país, especialmente em resposta ao crescente mercado interno.
As companhias aéreas indianas já registraram mais de 1.500 pedidos de novos aviões, porém até agora, as montadoras hesitavam em implantar fábricas na região, citando a incerteza sobre a viabilidade econômica da produção local de aeronaves comerciais.
Na última terça-feira, a Adani Aerospace e a Embraer enviaram convites à imprensa, antecipando um anúncio que foi classificado como um evento “histórico” para a aviação comercial. A divulgação oficial ocorrerá na sede do Ministério da Aviação Civil da Índia, de acordo com o convite.
A Embraer optou por não fazer comentários sobre o tema. A Adani Aerospace e o Ministério da Aviação Civil da Índia não responderam imediatamente a pedidos de esclarecimento. Informações sobre o acordo já haviam sido divulgadas anteriormente pelo jornal The Times of India.
Atualmente, aproximadamente 50 aeronaves da Embraer estão em operação na Índia, incluindo aeronaves da companhia regional Star Air. Essa quantidade, no entanto, ainda é modesta se comparada ao forte domínio da Airbus e da Boeing, que detêm a maior parte das encomendas das empresas aéreas indianas.
A Embraer possui grandes expectativas para o mercado indiano. A fabricante, que iniciou operações em Nova Déli no ano passado, projeta que a Índia demandará cerca de 500 aeronaves com capacidades entre 80 e 146 assentos nos próximos 20 anos, destacando assim o potencial estratégico do país para a expansão de seus negócios.


