O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 29, a reabertura do espaço aéreo comercial da Venezuela. Essa decisão ocorre menos de um mês após a detenção do líder venezuelano Nicolás Maduro e marca um avanço nas conversações entre os dois países.
Durante uma reunião com sua equipe na Casa Branca, Trump afirmou: “Acabei de conversar com a presidente da Venezuela e a informei que abriremos todo o espaço aéreo comercial sobre o país”. Ele instruiu Sean Duffy, secretário de Transportes dos EUA, para que o espaço aéreo estivesse aberto até o final do dia, permitindo que aeronaves pudessem realizar voos para a Venezuela.
Com essa medida, cidadãos americanos terão a oportunidade de viajar para a Venezuela, com Trump comentando que “algumas pessoas que estavam na Venezuela desejam retornar, enquanto outras querem visitar e poderão fazê-lo”.
No setor de aviação, após o comunicado de Trump, a American Airlines indicou que está analisando a possibilidade de retomar seus voos diários para o país, embora a decisão dependa de uma revisão mais cuidadosa das condições de segurança. Desde 2019, a companhia não realiza voos para a Venezuela. A Administração Federal de Aviação (FAA) havia mantido todas as rotas aéreas dos EUA para o país fechadas e emitiu alertas recorrentes sobre a “situação potencialmente perigosa” no espaço aéreo venezuelano.
Em relação à detenção de Maduro, antes dele ser capturado, a FAA já tinha emitido vários avisos para aeronaves civis sobre riscos de atividades militares na área. O fechamento do espaço aéreo foi um passo crítico na operação militar americana realizada em 3 de janeiro, na qual os Estados Unidos controlaram a área permitindo a inserção de helicópteros e drones das forças especiais. Atualmente, Maduro se encontra preso em Nova York, enfrentando acusações de narcoterrorismo.


