A Southwest Airlines anunciou que começará a incorporar o serviço de internet via satélite Starlink, da SpaceX, em sua frota a partir de 2026. A companhia aérea acredita que essa conectividade rápida e com baixa latência pode se estabelecer como uma parte essencial da experiência a bordo e uma estratégia importante para a fidelização de clientes.

A primeira aeronave equipada com a tecnologia Starlink deverá entrar em operação no verão de 2026, com a meta de que mais de 300 aeronaves estejam conectadas até o final do ano, à medida que a Southwest faz a integração do sistema de forma acelerada.

Tony Roach, vice-presidente executivo da Southwest, ressaltou que os viajantes estão cada vez mais em busca de uma conectividade que permita a utilização de múltiplos dispositivos, e que se assemelhe à experiência em casa. Isso inclui a possibilidade de transmissão de vídeos, acompanhamento de eventos esportivos ao vivo, jogos e ferramentas de produtividade durante todo o voo.

O vice-presidente de vendas empresariais da Starlink, Jason Fritch, comentou que a tecnologia foi desenvolvida para oferecer uma experiência de internet que seja “semelhante ou até superior” àquela disponível nas residências.

A companhia também destacou que já é a maior transportadora dos Estados Unidos a oferecer Wi-Fi gratuito para membros de seu programa de fidelidade, através de uma colaboração com a T-Mobile em aeronaves com essa tecnologia. O projeto Starlink faz parte de uma atualização mais ampla dos interiores das aeronaves, que inclui assentos designados, opções premium, novos bancos Recaro, tomadas nos assentos, compartimentos de bagagem maiores e um produto que oferece “mais espaço para as pernas” nos Boeing 737.

O lançamento do serviço Starlink coincide com um crescente interesse pela conectividade superior no setor aéreo. A Starlink já firmou parcerias com diversas companhias, como Hawaiian Airlines e airBaltic, além de acordos com grandes nomes como United Airlines e o Grupo Lufthansa, na busca por velocidades mais rápidas do que aquelas oferecidas pelos sistemas tradicionais de satélites geoestacionários.

Entretanto, nem todas as companhias aéreas estão adotando essa tecnologia. O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, criticou a instalação do Starlink, afirmando que o arrasto da antena aumentaria os custos de combustível e que a maioria dos passageiros de voos curtos não estaria disposta a pagar por Wi-Fi. Isso gerou uma série de trocas de farpas públicas com Elon Musk, que até sugeriu a possibilidade de comprar a companhia aérea.

Para a Southwest, a expectativa é que conexões rápidas e confiáveis se tornem uma norma para todos os passageiros, em vez de serem vistas como um serviço premium.

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