O governo do Reino Unido organizou seu primeiro voo de repatriação para cidadãos britânicos que estão deixando o Médio Oriente, diante da intensificação das tensões na região.

No dia 4 de março de 2026, o Ministério das Relações Exteriores confirmou que um voo charter partirá do Aeroporto Internacional de Mascate, em Omã, às 23h, horário local. Os indivíduos considerados mais vulneráveis ​​receberão prioridade, e o governo entrará em contato com os britânicos para confirmar suas reservas.

Os cidadãos britânicos, além de seus parceiros e filhos menores de 18 anos, poderão se beneficiar da repatriação.

A instabilidade na região do Golfo aumentou após os ataques realizados pelos EUA e Israel contra o Irã, resultando em respostas violentas a países neutros na área.

O Irã lançou diversos mísseis e drones contra nações como Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Israel e Qatar, criando um clima caótico. Embora os ataques inicialmente parecessem focados em bases militares dos EUA, agora atingem indiscriminadamente alvos civis.

Desde o início dos conflitos em 28 de fevereiro de 2026, as operadoras de voos comerciais na área sofreram grandes impactos, embora companhias como a Emirates continuem oferecendo voos limitados para ajudar os clientes a retornarem para casa.

O Ministério das Relações Exteriores solicitou que britânicos que registraram sua presença no Irã, mas que agora estão em Omã, manifestem interesse pelos voos de repatriação. É importante ressaltar que a Oman Air ainda está operando voos de Mascate para Londres.

A British Airways também anunciou um voo programado de Omã para o Reino Unido em 5 de março de 2026, embora tenha suspenso temporariamente voos originários de Dubai, Doha, Abu Dhabi, Bahrein, Amã e Tel Aviv.

Em uma medida adicional, o Reino Unido revelou, em 3 de março de 2026, o envio do destróier Tipo 45, HMS Dragon, e helicópteros Wildcat com drones para o Mediterrâneo Oriental, a fim de fortalecer as operações de defesa britânicas na região.

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