O setor de aviação enfrentou uma demanda histórica, mas esse crescimento foi ofuscado por limitações persistentes na capacidade. Um estudo da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), publicado na sexta-feira, 30 de janeiro, revela essa realidade.

De acordo com a IATA, a demanda total para 2025 — medida em passageiros-quilômetro pagos (RPKs) — registrou um aumento de 5,3% em comparação a 2024. Em relação à capacidade total, que leva em conta os assentos-quilômetro disponíveis (ASK), houve um crescimento de 5,2% neste mesmo ano. Isso resultou em uma taxa de ocupação geral de 83,6%, um ligeiro aumento de 0,1 ponto percentual e um novo marco para o tráfego anual. O mês de dezembro de 2025 encerrou o ano de forma robusta, com a demanda geral subindo 5,6% em relação ao ano anterior, a capacidade aumentando 5,9% e uma taxa de ocupação atingindo 83,7%.

O diretor geral da IATA, Willie Walsh, destacou que o crescimento na demanda por viagens aéreas foi de 5,3% em 2025, com o setor internacional crescendo 7,1% e o doméstico 2,4%. Esse crescimento sinaliza um retorno aos padrões históricos da indústria, após uma forte recuperação pós-pandemia. Contudo, Walsh alertou para dois desafios principais: a descarbonização e questões relacionadas à cadeia de suprimentos.

Walsh enfatizou a importância de países em desenvolvimento, onde a conectividade aérea é essencial, implementarem políticas fiscais que incentivem rapidamente a produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF). Ele considera a descarbonização um elemento crucial para garantir o crescimento sustentável a longo prazo do setor.

Além disso, as dificuldades na cadeia de suprimentos foram identificadas como um dos maiores obstáculos em 2025. O fato de as companhias aéreas enfrentarem cronogramas de entrega irregulares para novas aeronaves e motores, além de limitações na capacidade de manutenção, gerou aumentos de custos superiores a US$ 11 bilhões. Para atender à demanda crescente, as companhias mantiveram suas aeronaves em operação por períodos mais longos e maximizaram a ocupação em cada voo.

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