A Tailwind Air, uma companhia aérea charter com sede em Nova York, solicitou proteção sob a legislação de falências no Tribunal de Falências da Virgínia Oriental em 15 de janeiro de 2026.

Essa medida ocorre menos de dois anos após o encerramento do serviço regido por hidroaviões, que fazia a conexão entre o centro de Nova Iorque e as cidades de Boston e Washington DC. Desde 2024, a empresa tem focado na operação de voos fretados sob demanda, utilizando uma frota reduzida de aeronaves executivas.

Além disso, a Tailwind Air havia traçado planos audaciosos para o segmento de aeronaves elétricas. Em 2021, estabeleceu uma parceria com a Airflow, uma startup que estava desenvolvendo uma aeronave regional elétrica, que posteriormente foi adquirida pela Electra.aero, com a intenção de eletrificar serviços aéreos anfíbios na Costa Leste dos EUA.

Entretanto, parece que a companhia não obteve financiamento suficiente para manter suas atividades. Relatos na mídia indicam que as dívidas da empresa variam entre US$ 5 e 10 milhões.

Em dezembro de 2024, após descontinuar seus serviços regulares, a Tailwind Air teve sua autorização como transportadora aérea suburbana revogada. Nos meses subsequentes, a companhia também vendeu toda sua frota de jatos, que incluía um modelo Cessna Citation CJ3 e diversos jatos da linha Dassault Falcon.

O futuro da Tailwind Air permanece incerto, e não está claro se a companhia conseguirá uma reestruturação bem-sucedida.

A AeroTime tentou contato com a Tailwind Air para obter comentários sobre a situação.

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