A Embraer (EMBJ3) continua a desfrutar de um desempenho positivo que se estendeu para 2026, após um 2025 marcante. As expectativas em torno da fabricante de aeronaves brasileira permanecem elevadas, com o BTG Pactual e o Itaú BBA apontando-a como uma escolha principal para investidores.

Os analistas do BTG, sob a liderança de Lucas Marquiori, expressaram inicialmente preocupações sobre a capacidade da empresa de atender às altas expectativas. Entretanto, os resultados demonstraram um desempenho impressionante, resultando em valorização das ações, mesmo enfrentando um cenário de apreciação do real.

O ano anterior destacou-se por vendas recordes na aviação comercial, contratos significativos na área de Defesa e um Paris Air Show bastante ativo, além de acordos importantes. As entregas da Embraer também foram robustas, apesar das novas tarifas de importação estabelecidas pelos Estados Unidos.

Para 2026, os analistas acreditam que a empresa deve se concentrar em manter o momentum que construiu. Espera-se que a demanda na aviação comercial continue forte, impulsionada por limitações globais na oferta de aeronaves do tipo narrowbody. No âmbito de Defesa, o fortalecimento da segmentação aparece justificado por um aumento nos riscos geopolíticos e nos investimentos militares.

Na aviação executiva, a prioridade é aumentar a capacidade produtiva, dado o elevado backlog de pedidos. Além disso, a evolução do novo projeto de eVTOL, chamado Eve, é vista como uma importante oportunidade de expansão.

O BTG posiciona a Embraer como uma excelente opção para quem deseja expor-se ao dólar, enfatizando uma dinâmica de oferta e demanda na aviação que favorece os fabricantes de aeronaves. Historicamente, investir nas ações antes do anúncio dos resultados do quarto trimestre tem se mostrado uma estratégia de sucesso, já que o número de entregas costuma corroborar essa tendência.

Apesar de os múltiplos de avaliação estarem acima da média histórica, o banco acredita que os fundamentos justificam tal valorização, apontando potenciais catalisadores que podem reduzir a diferença em relação a outras empresas globais do setor.

O Itaú BBA também coloca a Embraer entre suas principais recomendações, mantendo suas previsões positivas após a divulgação dos números do quarto trimestre de 2025, quando a empresa entregou 32 aviões comerciais e 53 jatos executivos, atendendo aos seus objetivos de entrega.

Para o BBA, a recomendação de compra é sustentada por um forte desempenho em todas as áreas de negócios e pelas oportunidades que surgem com a Eve, assim como um possível pedido de defesa da Índia.

Entretanto, o BTG adverte sobre alguns riscos que precisam ser monitorados neste ano. O principal deles é o cenário geopolítico, que pode ser afetado por tarifas de importação dos EUA e reduções nos conflitos globais, o que afetaria os orçamentos militares.

Além disso, problemas persistentes na cadeia de suprimentos podem impactar a produção de aeronaves, e a concorrência do programa A220 da Airbus pode limitar a expansão da plataforma E2. Finalmente, atrasos na ampliação da capacidade de produção de jatos executivos e a não conquista de contratos importantes, como a nova licitação da Força Aérea Indiana, representam outros desafios a serem considerados.

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