Intensas nevascas, temperatura negativa e ventos fortes resultaram no cancelamento de 600 voos da KLM, afetando até mesmo rotas para o Brasil. A interrupção das operações no aeroporto Schiphol, em Amsterdã, ocorreu no dia 7, sendo que a companhia também enfrentou problemas significativos com a escassez de fluido de degelo.
Desde o dia 2, quando a escassez foi anunciada, todos os voos com destino ao Brasil foram impactados, enfrentando atrasos superiores a duas horas. De acordo com a KLM, a decisão de cancelar os voos foi tomada de forma preventiva, em resposta às condições climáticas adversas. Vários passageiros relataram esperas longas no aeroporto e desvios que causaram maiores transtornos.
As interrupções nos voos também impactaram conexões em cidades europeias, refletindo negativamente no fluxo turístico na Holanda e outros locais.
A crise se agravou devido à diminuição dos estoques de fluido de degelo, necessário para garantir a segurança das operações em condições de neve e gelo. A KLM mantém 25 caminhões dedicados a essa tarefa, com uma equipe de mais de cem profissionais atuando continuamente. Nos últimos dias, a demanda pelo fluido atingiu cerca de 85.000 litros diários.
A empresa explicou que a falta de suprimentos de um fornecedor na Alemanha, aliada à alta demanda causada pelo rigoroso inverno europeu, levou a uma situação crítica nos estoques.
Para tentar solucionar o problema, a KLM tomou medidas emergenciais, como enviar equipes para buscar o fluido diretamente na Alemanha. No entanto, as severas condições climáticas em vários países europeus continuaram a dificultar a logística.
O serviço meteorológico da Holanda emitiu alertas sobre a possibilidade de mais neve e ventos intensos. As equipes responsáveis pela remoção de neve em Schiphol seguem trabalhando para manter as pistas em funcionamento, mas a capacidade reduzida das operações e a dificuldade em degelar aeronaves continuam a limitar o número de voos. A administração do aeroporto afirmou que possui um estoque adequado de fluido para limpeza de pistas, mas enfatizou que este não é o mesmo utilizado para o degelo das aeronaves.


