Neste último período, eventos na aviação comercial revelam um desequilíbrio nas interações entre companhias aéreas e passageiros no Brasil.
Recentemente, um viajante deveria embarcar em Confins em um voo marcado para às 21 horas com destino a Congonhas, em São Paulo. Para evitar contratempos, ele saiu da área Centro-Sul de Belo Horizonte por volta das 18 horas, visando realizar o trajeto de aproximadamente 50 a 60 minutos sem problemas. No entanto, as intensas chuvas que atingiram a capital mineira naquela tarde afetaram o trânsito de forma significativa, e o passageiro levou quase 3 horas para chegar ao aeroporto, já quase na hora do embarque. Ao chegar, recebeu a notícia de que o portão já havia sido fechado e o avião se preparava para decolar, o que o levou a remarcar seu voo para o dia seguinte.
Relatos frequentes indicam que passageiros da aviação comercial estão demonstrando nervosismo e agitação, refletindo em cenas de violência nos guichês de embarque – um fenômeno que se espalha globalmente. O que justificaria tal comportamento? Seria apenas um reflexo de uma violência que se tornou parte do cotidiano?
O incidente envolvendo o passageiro que perdeu seu voo por motivos fora de seu controle ilustra essas tensões. Ao solicitar a remarcação, ele foi surpreendido ao saber que precisaria pagar uma multa pela ausência, perdera seu bilhete original e teria que adquirir outro com um custo significativamente maior. A situação se tornara um verdadeiro impasse, sem chance de negociação. Diante de tamanhos abusos, o que poderia ter resultado em um confronto poderia ter, com um passageiro menos controlado, degenerado em gritos ou até em destruição de bens no aeroporto ou na companhia aérea.
Felizmente, o viajante teve a capacidade de lidar com sua frustração de maneira civilizada. Contudo, é essencial que as relações entre clientes e fornecedores, especialmente no setor aéreo, sejam reavaliadas, pois não podem continuar nesse estado de desproporção, onde direitos básicos são frequentemente desconsiderados. Para os passageiros, essas situações são fontes de incômodo, enquanto para as companhias aéreas, esses comportamentos são indícios de um mercado instável, onde diversas empresas têm surgido e desaparecido rapidamente, mudando constantemente de nome e marca.


