22 de fevereiro de 2026 — O sumiço da piloto americana Amélia Earhart, em julho de 1937, durante uma notável tentativa de dar a volta ao mundo, continua a ser um dos maiores mistérios da aviação. Décadas após seu último contato via rádio, o caso ainda fascina tanto o público quanto os pesquisadores, especialmente com o avanço de novas tecnologias e investigações contemporâneas.
Amélia nasceu em Atchison, Kansas, em 24 de julho de 1897, e sua infância, repleta de mudanças, ajudou a moldar seu espírito aventureiro. Desde cedo, ela demonstrou interesse pela aviação, uma paixão que se solidificou ao longo de sua vida.
A Vocação nos Céus
Durante a Primeira Guerra Mundial, Amélia trabalhou como voluntária em Toronto, onde cuidou de pilotos feridos. Essa experiência aprofundou sua decisão de se tornar aviadora. Aos 20 anos, começou a treinar para pilotar e, em 1923, conquistou sua licença de piloto, se tornando uma das primeiras mulheres na aviação civil.
Seu grande momento veio em 1928, quando participou da travessia do Atlântico como copilota. Quatro anos mais tarde, ela fez história ao se tornar a primeira mulher a cruzar o oceano sozinha como piloto, firmando sua posição como um ícone global.
Um Modelo para Mulheres na Aviação
Além de seus recordes, Amélia escreveu sobre suas experiências e cofundou a organização The Ninety-Nines, que visa apoiar mulheres na aviação. Seu papel foi crucial para aumentar a representação feminina nesse campo.
O Lamentável Desaparecimento
No dia 2 de julho de 1937, Amélia decolou de Lae, em Papua-Nova Guiné, rumo à Ilha Howland, acompanhada por seu navegador, Fred Noonan. Essa etapa era crucial para completar sua volta ao mundo, mas, infelizmente, o avião nunca chegou ao destino.
Perto do desaparecimento, Amélia se comunicou via rádio com o navio da Guarda Costeira americana Itasca, relatando dificuldades na localização e uma diminuição do combustível. Sua última mensagem foi enviada às 8h43, sem coordenadas específicas.
Após o desaparecimento, o então presidente Franklin D. Roosevelt autorizou uma vasta operação de busca, envolvendo uma combinação de aeronaves e embarcações. Apesar do esforço significativo e dos altos custos, não se encontrou nenhum indício conclusivo do que aconteceu.
Esperanças Renovadas com Novas Descobertas
Em 2025, a empresa Náutico anunciou progressos importantes nas investigações. Usando equipamentos de rádio semelhantes aos da época, os pesquisadores acreditam que conseguiram restringir consideravelmente a área onde a aeronave poderia ter caído.
De acordo com os cientistas, a análise das comunicações permite uma localização mais precisa do ponto em que Amélia e Noonan estavam no final do voo. Uma nova expedição está programada para intensificar as buscas, com a esperança de finalmente resolver um enigma que perdura por gerações.


