No dia 10 de fevereiro, o espaço aéreo sobre El Paso, Texas, foi fechado abruptamente. A decisão, justificada por “motivos de segurança”, suspendeu voos comerciais, de carga e até evacuações médicas no aeroporto local, marcando um evento sem precedentes desde os ataques de 11 de setembro de 2001, de acordo com informações oficiais. Esse fechamento gerou desconfiança entre grupos conspiracionistas, que começaram a especular sobre possíveis avistamentos de OVNIs na área.
A Federal Aviation Administration (FAA), a entidade responsável pela aviação civil nos Estados Unidos, emitiu um comunicado determinando a proibição de todas as atividades aéreas em um raio de aproximadamente 10 milhas náuticas ao redor do El Paso International Airport, com restrições até altitudes de 18 mil pés.
No entanto, menos de 11 horas depois, a FAA revogou a proibição e anunciou a reabertura do espaço aéreo, permitindo a normalização dos voos. O comunicado da FAA indicou que “não existia mais uma ameaça à aviação comercial” e que as operações poderiam prosseguir normalmente. A falta de informações claras sobre o que ocorreu alimentou ainda mais as especulações sobre OVNIs.
As razões que levaram a essa decisão surpreendente não estão completamente esclarecidas para o público. Autoridades federais atribuíram a ordem a um suposto incidente envolvendo drones operados por cartéis mexicanos na fronteira. O secretário de Transportes dos EUA declarou que a proteção do tráfego aéreo se fazia necessária enquanto forças de defesa lidavam com a situação.
Relatos da mídia sugerem que a FAA tomou sua decisão após a implementação de um sistema militar de drones, incluindo armas de defesa, para tratar das incursões, mas sem a devida coordenação com a própria agência de aviação. A falta de comunicação antes da emissão do aviso gerou tensão entre as autoridades e críticas de representantes locais e federais.
O fechamento inesperado e a rápida reabertura deixaram passageiros e autoridades confusos. Muitas companhias aéreas foram obrigadas a cancelar voos, e passageiros permaneciam à espera nos terminais. Serviços essenciais que dependem do transporte aéreo, como remoções médicas e logística hospitalar, tiveram que ser desviados para aeroportos próximos.
Líderes locais, incluindo o prefeito de El Paso e membros do Congresso, solicitaram respostas da FAA e de outras agências sobre a falta de aviso prévio e explicações adequadas. Eles destacaram que a ausência de comunicação eficaz poderia ter colocado vidas em risco, enfatizando a necessidade de protocolos bem coordenados entre as autoridades de aviação civil, defesa nacional e segurança na fronteira.
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Sou jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e sempre fui apaixonado por temas diversos. Escrevo sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop, buscando sempre trazer novos olhares e reflexões.


