O ‘Atlantic Connect Group’, o único interessado na privatização da Azores Airlines, parte do Grupo SATA, procurou a Comissão Europeia para obter esclarecimentos sobre os critérios e objetivos estabelecidos para a venda da companhia, após a rejeição de sua última proposta pelo júri do concurso.

A informação foi divulgada na segunda-feira, 23 de fevereiro, pelo portal de economia ‘ECO’, que mencionou um comunicado do consórcio, agora renomeado após a adesão de Carlos Tavares.

O grupo questiona se a decisão de privatização foi imposta por Bruxelas como parte da reestruturação da SATA e solicita que a Comissão esclareça quais princípios estão sendo levados em consideração.

Em novembro, o consórcio apresentou uma oferta de 17 milhões de euros para adquirir 85% do capital da companhia. Contudo, o júri do concurso, sob a presidência de Augusto Mateus, anunciou em 28 de janeiro a intenção de rejeitar a proposta, alegando que não atendia aos critérios estabelecidos e não protegia os interesses patrimoniais do Estado e da Região Autónoma dos Açores.

O ‘Atlantic Connect Group’ afirma que a decisão desfavorável se baseou em premissas não explicitadas e não documentadas na comunicação oficial de Bruxelas. Além disso, o consórcio disse ter pedido acesso ao documento confidencial que regulamenta o acordo entre o Governo dos Açores e a Comissão Europeia sobre a reestruturação do grupo, solicitação esta que foi negada sem explicação.

A privatização de 85% da Azores Airlines faz parte dos compromissos firmados com a Comissão Europeia, relacionados às ajudas estatais de 453 milhões de euros concedidas à empresa em 2022.

O consórcio é formado pelos empresários Tiago Raiano, Carlos Tavares (ex-CEO da Stellantis), Paulo Pereira e Nuno Pereira.

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