A Delta Air Lines revelou hoje (13) a compra de trinta aeronaves Boeing 787-10, como parte de sua iniciativa para modernizar e padronizar sua frota.

Esse modelo será o mais recente integrante da categoria de widebodies da companhia e complementa um pedido anterior de cem aeronaves 737 MAX 10, com entregas previstas para começar após a obtenção das certificações necessárias.

### Estrategia de Renovação da Frota

A empresa informou que a nova encomenda integra um plano de substituição gradual dos widebodies mais antigos, como o Boeing 767, ao longo da próxima década, garantindo que o crescimento da capacidade se mantenha dentro dos limites financeiros já estabelecidos.

### Crescimento Internacional

A chegada do Boeing 787-10 está em sintonia com a ampliação da rede internacional da Delta, que planeja operar o maior cronograma internacional de sua história este ano. A companhia pretende usar esses novos aviões principalmente em rotas transatlânticas e em voos para a América do Sul, com ênfase no Brasil, aumentando sua presença em mercados estratégicos.

### Conforto a Bordo

As novas aeronaves contarão com uma quantidade maior de assentos premium, incluindo Delta One Suites, Delta Premium Select, Delta Comfort e Main Cabin. Além disso, estarão equipadas com Wi-Fi gratuito Delta Sync, mais de mil horas de entretenimento a bordo e opções de alimentação e bebidas aprimoradas.

### Inovação nos Motores

Os Boeing 787-10 serão equipados com motores GEnx, fabricados pela GE Aerospace, com um contrato para manutenção e suporte firmado entre as duas empresas. Esses motores utilizam materiais compostos de fibra de carbono e apresentam um design avançado, oferecendo menor peso, maior durabilidade e eficiência aprimorada.

### Portfolio de Encomendas

Com essa nova aquisição, a Delta agora possui 232 aeronaves narrowbody e 54 widebody encomendadas para os próximos anos.

### Performance Financeira em 2025

Juntamente com o anúncio das novas aeronaves, a Delta informou que teve um lucro líquido de US$ 3,8 bilhões (cerca de R$ 20,4 bilhões) em 2025, ligeiramente inferior aos US$ 3,99 bilhões (R$ 21,5 bilhões) do ano anterior. No quarto trimestre, a companhia registrou um lucro de US$ 1,01 bilhão (R$ 5,43 bilhões), também abaixo do desempenho dos últimos três meses de 2024.

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